quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Diocese de Crato divulga o processo de reconstrução facial para estátua de Benigna Cardoso

  Reconstrução facial para estátua de Benigna Cardoso




A Diocese de Crato apresentou ontem (24), os passos da reconstrução facial para o projeto da estátua de Benigna Cardoso da Silva. 


A menina Benigna receberá a beatificaçao em 24 de outubro, e na ocasião ela será elevada à honra dos altares além de ser a primeira beata do Estado do Ceará. Em Santana do Cariri, um grande complexo em honra a Benigna está em construção, e uma estátua será construída em sua homenagem.


Dentro dos preparativos para o grande dia, ontem a partir das 16h, no auditório da CDL Crato, a Diocese realizou uma coletiva de imprensa apresentando os passos da reconstrução facial e projeto da estátua, com trabalho em 3D de autoria do designer brasileiro, Dr. Cícero Moraes, que é especialista em reconstrução facial forense, projeto e confecção de próteses faciais humanas.


A ocasião contou ainda com a apresentação da primeira estátua impressa em formato 3D com o novo rosto de Benigna Cardoso, produzida pelo Departamento de Tecnologia do Colégio Pequeno Príncipe, em Crato-CE.


A reconstrução facial que resultou na confecção da estátua em 3D da Mártir expressa com maior autenticidade como seria a face da “Heroína da Castidade”, com base em fotografias de familiares e parentes, além de relatos de pessoas próximas que conviveram com a menina de Santana do Cariri.

fonte: site badalo

imagens Lucia Castro 

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Mensagem de Dom Fernando Panico para os devotos do Servo de Deus Padre Cícero Romão

 

Mensagem de Dom Fernando Panico para os devotos do Servo de Deus Padre Cícero Romão

De Tricase, na Itália, Dom Fernando Panico, enviou uma mensagem especial aos diocesanos e toda a nação romeira. Em nota, o bispo emérito de Crato manifestou a sua alegria em vivenciar o anúncio da autorização da abertura do Processo para a beatificação do Servo de Deus Pe. Cícero Romão Batista.

Dom Fernando foi o responsável pelo início dos estudos sobre o Processo de Reabilitação do Padre Cícero Romão Batista, ora em análise na Santa Sé. Em 2016, em um encontro com o Papa Francisco, agradeceu pessoalmente ao Santo Padre o envio da carta histórica que reconciliou a Igreja com o Padre Cícero Romão. Após os agradecimentos pela reconciliação da Igreja com o Patriarca do Nordeste, o Papa afirmou: “Sim, o Padre Cicero. Quero fazer mais por esta causa”.

Link para Download: Carta a nação romeira

brasao-dom-fernando-panico-303x379 | Diocese de Crato

Caríssimo Dom Magnus Henrique Lopes,
Irmãos e irmãs da amada Diocese de Crato,
Nação Romeira da Mãe das Dores e do Servo de Deus Padre Cícero Romão Batista.

“Dá-me a palavra certa
Na hora certa

E do jeito certo
E pra pessoa certa”. (Pe. Zezinho)

O Anúncio Solene que veio do Papa Francisco autorizando a abertura do Processo para a beatificação e canonização do Servo de Deus Pe. Cícero Romão Batista, do Juazeiro do Norte – Ceará, nos encheu o coração de alegria. “A minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lc 1, 46-47).

Após longa estiagem banhada de lágrimas e preces dos Romeiros e Romeiras do Patriarca do Nordeste, acompanhadas de incompreensões, perseguições e calúnias, podemos enfim gritar aos quatro ventos: Deus é fiel, justo e misericordioso. “Digo-vos: se estes se calarem, clamarão as pedras!” (Lc 19,40).

E o Servo de Deus Padre Cícero acrescenta: “Deus nunca deixou trabalho sem recompensa, nem lágrimas sem consolação”. Não é mais boato, mas é fato! O Santo dos nossos Romeiros está a caminhos dos altares. Aleluia!

Obrigado, Romeiros e Romeiras, sem vocês, sem a sua fidelidade, confiança e resistência, não teríamos chegado aqui. Vocês acreditaram, nós da Igreja Católica acreditamos em vocês e aqui estamos!

Parabéns, Dom Magnus, dileto Bispo da Diocese de Crato: sem a sua sensibilidade missionária de Pastor junto aos Romeiros e Romeiras do Servo de Deus Pe. Cícero, sema sua fidelidade à Igreja, sem a sua confiança desassombrada  nos caminhos de amor e justiça da Igreja Católica, não teríamos essa tão desejada resposta da Santa Sé sobre o Padim Ciço. E de forma tão rápida! Já vemos nisto um sinal do amor de Deus para conosco por seu intermédio! Nós, os devotos do Servo de Deus Padre Cícero, temos o nosso coração também pleno de gratidão ao senhor.

Após o encerramento do ano centenário da nossa Diocese de Crato em 2015, o Cardeal Pedro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano, nos escreveu uma carta em nome do Papa Francisco sobre a Reconciliação do Padre Cícero. Fui a Roma agradecer pessoalmente ao Santo Padre. Naquela ocasião, o Papa Francisco me disse: “Quero fazer mais por essa causa”. Para a Igreja Católica, o testemunho do Servo de Deus Padre Cícero.

é algo muito grande que vai impactar enormemente na vida pastoral, não só do nordeste brasileiro, mas de todo Brasil. O povo fiel de Deus, bispos e clero brasileiro por diversas vezes, nos manifestos de suas reuniões pediam a canonização do Padre Cícero.

Meu irmão, Dom Magnus, o senhor sabe que seu trabalho não será só o encaminhamento da beatificação e futura canonização do Servo de Deus Padre Cícero. Não podemos esquecer da Beata Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo. Espero que o senhor abrace também essa próxima missão: uma missão difícil, mas tenho a convicção de que não podemos separar Padre Cícero da Beata Maria de Araújo, como não podemos separá-los dos Romeiros e das Romeiras. Esse tripé sustenta as grandes manifestações de fé que se veem em Juazeiro do Norte.

O senhor, Dom Magnus, continue a construir com o lastro de muitos devotos, de muitos pesquisadores, de muitas pessoas que se dedicaram de corpo e alma a essa causa: siga o caminho para a maior glória de Deus. De minha parte, manifesto publicamente o meu mais profundo agradecimento pela colaboração de tantas pessoas que comigo abraçaram a causa da Reabilitação Histórico Eclesial do hoje Servo de Deus Padre Cícero. Foi um percurso com muitos espinhos, mas Deus é amor. Muitos foram os que me incentivaram direta ou indiretamente, colaborando na pesquisa, na compilação dos trabalhos da Comissão encarregada de reunir fontes bibliográficas e estudos sobre a figura do Padre Cícero. Muito obrigado! A todos guardo em coração de irmão e amigo. Sei que vocês continuarão unidos por esta causa de amor.

In memoriam, quero recordar: Mons. Murilo, Irmã Annette e Irmã Ana Teresa. Assim recordo comovido, e em prece, os Irmãos Bispos que, quando em vida, muito acreditaram na “justiça” que a Igreja do Brasil deve aos Romeiros e Romeiras do Nordeste. Lá do céu, em especial, os Cardeais Dom Paulo Evaristo Arns e Dom Cláudio Hummes estão parabenizando o Pe. Cícero e festejando conosco esta Vitória.

Tricase – Itália, 21 de agosto de 2022.

Dom Fernando Panico M. S. C.
Bispo Emérito da Diocese de Crato – CE

A corte celeste cantou para o povo nordestino : Beatificação do Padre Cicero - Luitgard

Texto da Antropóloga alagoana Luitigard Barros 




Colaboração : Elias Romeiro 




 

"O tempo do Vaticano é diferente do tempo leigo" Lira Neto

 

Lira Neto, sobre possível beatificação de Padre Cícero: "O tempo do Vaticano é diferente do tempo leigo"

Jornalista e escritor cearense publicou biografia do Padim Ciço em 2009, após 10 anos de pesquisa. Diocese do Crato anunciou abertura do processo de beatificação do Santo Padre
Lira Neto é autor da biografia "Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão"(foto: ARQUIVO)

A relação do jornalista e escritor Lira Neto com Padre Cícero foi muito além de terem nascido no mesmo Estado brasileiro, o Ceará. O autor, em 2009, escreveu a biografia “Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão”, pela Companhia das Letras, que foi pesquisado durante dez anos, antes de se materializar em literatura.

Segundo o próprio autor, apesar de não ser um homem religioso, nem dado a acreditar em santos ou milagres, depois que conheceu a história do possível santo, ícone religioso do Cariri, passou a “respeitar as crenças e os saberes da gente simples do Sertão”.

Todas as contradições e as polêmicas que percorreram desde o nascimento de Cícero Romão Batista, em 24 de março de 1844, no Crato — importante ressaltar pela disputa com a cidade vizinha, Juazeiro do Norte, onde se fez conhecido —, até o dia de sua partida, 20 de julho de 1934, são o que mais encanta o escritor. Ao O POVO, direto de Portugal, onde reside, o jornalista analisa os contextos do processo do Vaticano de dar “perdão” ao religioso e agora avançar em transformá-lo em beato.

O POVO - O Vaticano deu início à beatificação de Padre Cícero e isso foi anunciado hoje, 20 de agosto, em Juazeiro do Norte. Como o senhor analisa essa notícia?

Lira Neto - O processo de beatificação de Padre Cícero teve início há duas décadas, desde 2001, quando o então cardeal Joseph Ratzinger, que depois viria a ser o papa Bento XVI, enviou à Nunciatura Apostólica no Brasil uma carta em caráter reservado, mostrando-se favorável à possível reabilitação canônica do sacerdote que morreu proscrito pela igreja. Como pano de fundo, havia a preocupação do Vaticano com o avanço das igrejas neopentecostais no País. Diante da sangria no número de fiéis, era contraproducente, na perspectiva da Igreja, deixar à margem do rito a devoção popular a um padre que é considerado, por milhões de fiéis, um homem santo. Acontece que o tempo de Roma é diferente do tempo leigo. Foram necessários cerca de 20 anos para que tudo tramitasse e chegasse a este momento.

O POVO - De que forma destacaria a vida dele e atividades no Cariri?

Lira Neto - Padre Cícero era dono de um magnetismo pessoal extraordinário. Sendo ele próprio um sertanejo, sabia falar a língua do povo e tocar a alma de seus fiéis de forma singular, com absolutasensibilidade e conhecimento de causa. Era um homem contraditório, com qualidades e defeitos, mas que foi condenado pela Igreja após um processo eclesiástico eivado de flagrantes etnocentrismos. As autoridades do Clero não queriam admitir a hipótese de um milagre eucarístico, a suposta transformação da hóstia em sangue na boca da beata Maria de Araújo, ter ocorrido no sertão do Ceará, entre uma gente simples, cabocla, sem instrução. Enquanto outros presumidos milagres eucarísticos ocorridos na Europa foram validados pela Santa Sé, os acusadores de Padre Cicero declararam-no culpado antes mesmo da investigação.

O POVO - Padre Cícero sempre foi uma pessoa politizada. Como analisa esse viés na personalidade dele? E o que contribui e o que atrapalhou em relação à igreja?

Lira Neto - Padre Cícero começou a se envolver na política com maior intensidade após sua condenação eclesiástica. A essa altura, ele já detinha um imenso capital social, decorrente de sua prática pastoral. Sua primeira grande campanha política foi pela emancipação de Juazeiro (do Norte) em relação ao Crato. Muitos até hoje ainda têm Cícero Romão Batista na conta de um padre de aldeia caricato, mas a verdade é que em seus documentos existem diversas correspondências entre ele e o Palácio do Catete, então sede da Presidência da República.

Era um homem articuladíssimo em termos políticos, embora mantivesse um diálogo permanente, em linguagem simples, com seus devotos, a quem tratava por “amiguinhos”.

O POVO - Também foi uma personalidade polêmica na região e no Ceará. Como vê isso?

Lira Neto - Este é o aspecto que mais me fascina em Padre Cícero. Suas inúmeras contradições. Antes de biografá-lo, eu próprio, nascido no litoral e no meio urbano, compartilhava dos muitos preconceitos, inclusive acadêmicos, que existem a respeito de sua trajetória. Precisei fazer uma espécie de mergulho etnográfico no universo dos romeiros para entender o significado e a visceralidade da fé sertaneja. Não sou um homem religioso, não sou dado a acreditar em santos ou milagres, mas depois de escrever a biografia de Padre Cícero passei a respeitar as crenças e saberes da gente simples do Sertão. Como diz a música de Caetano Veloso, inspirada em Jorge Amado: “Quem é ateu e viu milagres como eu...”.

O POVO - Quais passagens de sua vida destacaria?

Lira Neto - A vida de Padre Cícero é, toda ela, arrebatadora, com episódios que beiram o quase inacreditável. Costumo dizer que nem Gabriel García Márquez, o maior expoente do realismo mágico, mesmo sob a hipotética influência de algum alucinógeno, não conseguiria conceber uma narrativa tão prodigiosa. Isso me levou a pedir emprestado ao jornalista Gay Talese, um dos maiores escritores de não ficção de todos os tempos, a epígrafe que escolhi para a biografia Padre Cícero: poder, fé e guerra no sertão: “Há muito acredito que o realismo é fantástico”.

O POVO - Padre Cícero passa a ser o terceiro cearense reconhecido pelo Vaticano pela beatificação. O que isso representa para o Ceará na questão religiosa?

Lira Neto - Penso que não podemos perder de vista que há uma espécie de “guerra santa” sendo travada nos bastidores de tais reconhecimentos canônicos. O ex-bispo do Crato, Fernando Panico, chegou a dizer numa entrevista ao New York Times que Padre Cícero seria “um antivírus contra os evangélicos”.

O POVO - O que pode detalhar sobre o afastamento dele da igreja e o perdão concedido em 2015?

Lira Neto - O perdão, a reabilitação e agora o início do processo de beatificação obedecem a uma lógica da Igreja Católica de rever suas posições e atitudes do passado, muitas vezes lastreadas na intolerância em relação ao outro, ao diferente, ao dissonante, visto como um herege que deveria ser punido, execrado, queimado na fogueira. Certa vez ouvi de uma romeira: “Não é Padre Cícero que precisa ser perdoado pela Igreja; é a Igreja que precisa pedir perdão a Padre Cícero”.

O POVO - O que gostaria de acrescentar?

Lira Neto - Duas coisas, talvez. A primeira é de que o processo de beatificação de Padre Cícero não pode correr dissociado da recuperação da imagem da beata Maria de Araújo. Ela é que foi a verdadeira protagonista dos chamados “milagres de Juazeiro”. Por ser pobre, negra e analfabeta, acabou sendo o elo mais fraco, a ponto de não ter tido sequer direito a um túmulo. Seus ossos, roubados por ordens da Igreja, sumiram para sempre. Uma violência inominável. O Vaticano deve desculpas, sim, urgentes, a Maria de Araújo. A outra observação é de que nunca me ocorreu querer discutir a veracidade dos supostos milagres de Juazeiro. Isso não me interessa como pesquisador da história. Parece-me muito mais pertinente tentar entender as consequências e desdobramentos históricos de tais fenômenos, sejam eles reais ou não, ou seja, buscar compreender o processo de canonização popular de Padre Cícero como santo do povo, a centralidade de Juazeiro do Norte como a Jerusalém sertaneja.


Leia mais em: https://www.opovo.com.br/noticias/ceara/2022/08/20/lira-neto-sobre-possivel-beatificacao-de-padre-cicero-o-tempo-do-vaticano-e-diferente-do-tempo-leigo.html
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Crato inicia diálogo com Guias de Turismo

Crato inicia diálogo com Guias de Turismo

O processo de beatificação

Entenda quais os próximos passos para a beatificação de Padre Cícero

Padre Cícero em 1915(foto: Autoria desconhecida/Museu do Ceará)

Anúncio do avanço na beatificação veio do bispo da Diocese do Crato, dom Magnus Henrique Lopes, no dia  20p.p.
A história de Padre Cícero Romão Batista começa em 1872, quando ele chega a Juazeiro do Norte, a 489km de Fortaleza, e fixa residência. Desde então, virou uma figura paterna e de fé para a população nordestina e romeira. Dois séculos depois, apesar do afastamento da atividade sacerdotal em 1892, o Padim Ciço finalmente recebeu aval do Vaticano para ter o processo de beatificação iniciado.
Quem anunciou o fato foi o bispo da Diocese do Crato, dom Magnus Henrique Lopes, durante missa na manhã deste sábado, 20. Em coletiva de imprensa, uma mesa composta por historiadores e religiosos explicou o que deve acontecer em seguida.

O padre Wesley Barros, sacerdote da Diocese do Crato e responsável pelo processo de beatificação de Menina Benigna, lembra que em 2001 foi formada uma comissão para preparar a revisão histórica sobre Padre Cícero. Cinco anos depois, em 30 de maio de 2006, a documentação foi entregue à Santa Sé, junto a uma petição de cerca de 254 bispos brasileiros pedindo um “gesto concreto de reconhecimento ao papel de Padre Cícero” na expansão da fé cristã.

Demorou oito anos, em 27 de outubro de 2014, para a Santa Sé comunicar a conclusão dos estudos da revisão e indicar a necessidade de uma reconciliação histórica, para poder averiguar a possibilidade de uma beatificação. Assim foi feito e, em 2015, uma mensagem foi enviada à Diocese e aos romeiros, autorizando a abertura do pedido para a beatificação.

Agora, em 2022, o papa Francisco deu aval para o início do processo. A partir de então, o Padre Cícero recebe o título de "servo de Deus", ou seja, “um fiel venerável pelo povo de Deus que está em processo de beatificação”, explica padre Wesley.

O processo de beatificação

“Após a alegria desses dias e certamente após a beatificação de Benigna (em outubro), então oficialmente a causa de beatificação de Cícero será solenemente aberta”, afirma padre Wesley em coletiva. Até lá, serão cumpridos alguns protocolos.

Primeiro, a Diocese do Crato será nomeada como autora do pedido de beatificação. Será aberto um inquérito para a “comprovação das virtudes heroicas” com base em documentos que provem as virtudes da fé, da esperança e da caridade.

O bispo, então, irá nomear um ou mais postuladores — a depender da complexidade da causa — que serão os responsáveis por coordenar a garimpagem de documentos que comprovem a santidade de Padre Cícero.

Levantada a documentação, será constituído um grupo dos oficiais do inquérito, aqueles que receberão os documentos e os julgarão “de modo técnico e imparcial”. Participam do grupo um delegado episcopais e um promotor de justiça (quem zela pelo cumprimento das regras impostas pela Santa Sé). Também serão nomeados notários, que tomarão nota em atas de tudo que for dito e concluído.

O papa e os cardeais irão avaliar e reconhecer, em decreto oficial, o trabalho do primeiro inquérito. Depois disso, vem a segunda etapa: a  que um milagre é necessário após a abertura do processo de beatificação dele.

Um novo inquérito será aberto, desta vez exigindo o levantamento de provas documentais dos milagres de Padre Cícero. Todas essas documentações são submetidas a teólogos, que darão o parecer técnico sobre a validade delas. Passados todos os protocolos de análise já descritos, e com a presumível aprovação, a data para beatificação do servo de Deus Padre Cícero poderá ser marcada.


Leia mais em: https://www.opovo.com.br/noticias/cariri/2022/08/20/entenda-quais-os-proximos-passos-para-a-beatificacao-de-padre-cicero.html
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terça-feira, 23 de agosto de 2022

Carreata dia 27 de agosto abre festejos de Nossa Senhora das Dores em Juazeiro

Nossa Senhora nos chama !!!
Juazeiro está em festa . Juazeiro Casa da Mãe das Dores e do Servo de Deus Padre Cicero 
 
Participe da carreata , com sua bicicleta, moto,
Enfeite seu carro, a frente de sua casa  . Comemore, entenda nossa vocação , prepare seu comercio, sua vendinha, sua casa. Vamos abrir nossos corações, nossas portas para as orações e comemorações , afinal esta é nossa primeira romaria oficial após a pandemia. 


 
fonte: Mãe das Dores