sexta-feira, 28 de abril de 2017
Hoje no Centro Cultural BNB:Ferréz e a Literaura Problemática, mas sincera.
Veremos neste encontro que a produção da arte literária numa perspectiva marginal ou problemática em Ferréz, se caracteriza por uma elaboração artístico-literária transformar uma não apenas do ponto de vista estético, abstrato como um bem espiritual, mas como algo concreto e real.
A literatura, para Ferréz, não é uma construção de intelectuais dissociada do mundo exterior, mas a carne viva entre o escrito e o seu mundo vivido, ou seja, a literatura deve ser concebida também como o modo de um povo ser, se expressar e habitar, seja no centro ou na periferia. LITERATURA E VIDA SE CONFUNDEM.
A literatura, para Ferréz, não é uma construção de intelectuais dissociada do mundo exterior, mas a carne viva entre o escrito e o seu mundo vivido, ou seja, a literatura deve ser concebida também como o modo de um povo ser, se expressar e habitar, seja no centro ou na periferia. LITERATURA E VIDA SE CONFUNDEM.
Paque Ecológico terá piscina semiolímpica
A Prefeitura de Juazeiro do Norte, através da Secretaria de Infraestrutura (SEINFRA) retomou, desde o mês de janeiro, a construção de uma piscina semiolímpica localizada no Parque Ecológico das Timbaúbas. A obra está ocorrendo com recursos do Ministério do Esporte, através da Caixa Econômica Federal, repassados ao Município.
A construção está sob a execução da empresa Dimensional Locação e Serviços e avaliada em R$ 501 mil. Ao ser concluída ela propiciará campeonato de natação, hidroginástica e aulas de natação à população juazeirense, melhorando, dessa forma, o lazer e a qualidade de vida da população através de possíveis projetos sociais que venham a ser desenvolvidos. O empreendimento dispõe de uma dimensão de 25m por 12,5m e comtemplará 125 metros de vestiários femininos, masculinos, além de um lance de arquibancada. O prazo para finalização da obra está previsto para agosto de 2017 e funcionará integrado ao Centro de Iniciação ao Esporte (CIE).
A construção está sob a execução da empresa Dimensional Locação e Serviços e avaliada em R$ 501 mil. Ao ser concluída ela propiciará campeonato de natação, hidroginástica e aulas de natação à população juazeirense, melhorando, dessa forma, o lazer e a qualidade de vida da população através de possíveis projetos sociais que venham a ser desenvolvidos. O empreendimento dispõe de uma dimensão de 25m por 12,5m e comtemplará 125 metros de vestiários femininos, masculinos, além de um lance de arquibancada. O prazo para finalização da obra está previsto para agosto de 2017 e funcionará integrado ao Centro de Iniciação ao Esporte (CIE).
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Falecimento do Coronel Tadeu Brito (João Tadeu Lustosa de Brito)
Com muita tristeza recebi há poucos instantes a notícia do falecimento do meu colega de turma do Ginásio Salesiano São João Bosco, João Tadeu Lustosa de Brito. Ele era oficial militar do Exército Brasileiro e durante muitos anos morou fora de Juazeiro,;mas depois de reformado, no posto de coronel, veio residir em sua terra natal, onde veio a falecer, na noite de 26 do corrente. Coronel Tadeu Brito estava enfermo há vários meses e recentemente estava hospitalizado. O velório está ocorrendo no Anjo da Guarda, em Juazeiro, e o sepultamento será às 17 h no Parque das Flores..
Abaixo algumas fotos para relembrar Tadeu Brito
Tadeu é o primeiro (em pé, da esquerda para a direita)) da segunda fileira, atrás dos que estão sentados.
Falecimento de Francisco Lira
Faleceu na noite de ontem em Juazeiro, aos 81 anos, o conhecido comerciante do ramo de confecções Francisco Emídio de Lira. Ele trabalhou durante muito tempo com seu cunhado, Zezinho Cornélio, proprietário da Malharia Veneza, localizada na Rua São Pedro. Depois Zezinho resolveu se estabelecer definitivamente em Fortaleza, onde já mantinha lojas de tecidos, e Chico Lira comprou a loja de Juazeiro, da qual era gerente. A Malharia Veneza mudou de nome, passando a se chamar de Malharia Dois Guris. O velório está acontecendo na sala 3 do Anjo da Guarda, no Novo Juazeiro. O sepultamento será à tarde.
terça-feira, 25 de abril de 2017
Concurso para professor substituto na UFCA
Estão abertas as inscrições para o novo Processo Seletivo da Universidade Federal do Cariri (UFCA), no Estado do Ceará, que tem o intuito de contratar um Professor Substituto, para atuar no Interdisciplinar de Sociedade, Cultura e Arte (IISCA), no Campus Juazeiro do Norte.
Será selecionado um docente na área de Design, Métodos e Processos, com jornada de trabalho de 20 horas semanais, vencimento básico de R$ 2.236,29 e Auxílio-Alimentação a ser pago no valor de R$ 229,00. Esteve deve ter Graduação em Design.
As inscrições deverão ser feitas no período de 24 de abril a 4 de maio de 2017, exclusivamente via internet, por meio do site www.forms.ufca.edu.br. A taxa de inscrição será cobrada no valor de R$ 61,00, que deverá ser paga pelo Guia de Recolhimento da União (CRU).
A avaliação dos candidatos constará de duas etapas, sendo elas: Prova Escrita Discursiva e Prova Didática, ambas de caráter eliminatório e classificatório. A pontuação em cada uma das provas será expressa em uma escala de 0 a 10.
O prazo de validade do presente Processo Seletivo será de um ano, contado a partir da data de publicação da homologação de seu resultado final no Diário Oficial da União, prorrogável apenas uma vez por igual período, conforme o edital completo publicado em nosso site.
Jornalista: André Fortunato
sábado, 22 de abril de 2017
Artista cearense carrega seu tear e produz tecidos em 33 espaços públicos de SP
Os cachos caem sobre a testa, os olhos, e reverberam o movimento do corpo, o vaivém dos braços. E se aquietam enquanto os dedos, livres, acomodam os fios. Sentado em frente ao tear, Alexandre Heberte Mendes de Souza, 44, combina texturas, espessuras, matérias-primas, cores em suas tramas.
O tear, ele diz, é como uma extensão de seu corpo. Que resulta em tecidos mais duros quando está tenso. Mais escuros quando está introspectivo. Leves quando está feliz.
Neste mês, ele concluiu o projeto Trama São Paulo, em que percorreu 33 pontos da cidade, tecendo em locais públicos. No fim, expôs todos os coloridos tecidos na SP-Arte e realizou uma performance —durante os quatro dias do evento, trabalhou, em silêncio e sem parar, em seu tear.
O artista cresceu em Juazeiro do Norte (CE), terra de Padre Cícero, próximo das palhas entrelaçadas, das rendas de bilros, das redes de pesca, sem imaginar que enveredaria 2.643 quilômetros ao sul pela tecelagem.
Filho de uma costureira e um caixeiro viajante, foi o primeiro, dos seis filhos, a estudar em escola particular. Graças ao sucesso da fábrica do pai, de refrigerante de caju.
Aquele pedaço do Cariri, onde não havia anonimato, Heberte deixou para trás duas vezes. A primeira, em 1990, para morar em Fortaleza com o irmão mais velho e trabalhar no brechó da irmã, seis meses depois que os pais souberam que ele era gay.
Os excessos de quem queria curar a timidez com a bebida tornaram as relações familiares insustentáveis. E, por isso, após 11 anos, voltou a Juazeiro, em busca da ajuda dos pais.
E, numa terra de "cabra macho", adorava se montar. Combinar a calça de alfaiataria com blusas femininas e salto alto. "Isso perturbava meus pais", conta. "É alto o preço que se paga por querer descobrir sua representação."
Em 2002, ele, que gravava em fitas desfiles da São Paulo Fashion Week, trouxe à capital paulista uma amiga para um concurso de modelos. "Eu estava na rua São Caetano, olhando pela janela, e entendi que essa cidade me pertencia." Dois anos depois, mudou-se.
"Chego a São Paulo no pior momento da minha vida. Muitos acharam que ia me perder, mas eu estava perdido lá. São Paulo foi meu bálsamo."
Estudou turismo, especializou-se no centro (onde hoje vive), mas foi trabalhar jogando tarô por telefone. Por três anos, pensava diariamente sobre o amor.
Um dia, o amigo de um amigo, em uma quitinete cheia de teares, apresentou-lhe um de seus pequenos, de 40 centímetros. O colocou para tecer.
Heberte começou produzindo cachecóis e, no fim do inverno, havia vendido 300 peças. No verão, fez uma bolsa usando fitas VHS (aquelas da Fashion Week) e encontrou um novo produto. Criou o blog Peixes em Peixes (seu signo e ascendente) sobre o assunto e isso, conta, "chamou a atenção de 'mestres-têxteis'".
Surgiu a primeira exposição e o entendimento de que existia um caminho artístico a ser traçado. Conheceu, então, Silvia Ribeiro. Por intermédio dela, fez os tecidos de uma coleção do estilista João Pimenta, de 2012.
Depois, outras exposições e uma menção honrosa (para sua obra "Assum Preto", no Museu da Casa Brasileira), até a seleção do projeto Melissa Meio-Fio, que viabilizou o Trama São Paulo, de nove meses de duração.
"A trama está em todo lugar e o tear amplia meus contatos, com a moda, com a decoração, com as pessoas e os lugares", diz. "Quando imaginaria que passaria uma tarde no Capão Redondo a tecer? Os entrelaçamentos na cidade deveriam ser maiores. E o tear que me leva a isso. Os lugares ganharam rostos, memórias. Tenho um novo olhar para São Paulo."
A relação com a capital é definitiva na trajetória de Heberte —é falando sobre ela que se emociona. "Em São Paulo, me despi de todo figurino, fiquei básico. E eu precisava disso para me entender. A cidade me acolheu e me transformou."
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