domingo, 23 de outubro de 2022

Amanhã, dia 24, Será realizada na Catedral da Sé A Beatificação da Mártir Benigna (programação e simbologias)

 Beatificação da Mártir Benigna - programação e simbologias 




Benigna Cardoso, de Santana do Cariri, será beatificada no dia 24 de outubro deste ano, em solene celebração presidida por sua Eminência, o Cardeal Marcello Semararo, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, na Praça da Catedral de Nossa Senhora da Penha, em Crato. A informação foi confirmada pela Santa Sé, em Roma.

A data foi uma resposta do Cardeal prefeito da Congregação da Causa dos Santos a uma carta escrita pelo bispo diocesano, Dom Magnus Henrique, e enviada no final do mês de fevereiro, propondo três datas para a beatificação. A resposta chegou à Diocese de Crato no último dia 28 de abril. Na carta, o Cardeal apresenta a data de 24 de outubro, dia de importante simbologia, pois marca a data do martírio da Serva de Deus Benigna Cardoso.

 Dom Magnus. diz que Benigna é considerada “heroína da castidade”, será a primeira beata nascida no Ceará a receber o título. A promulgação do, no qual o Papa Francisco autoriza a beatificação dela, aconteceu em 02 de outubro de 2019. A beatificação que, anteriormente, deveria acontecer em 2020, foi adiada devido à pandemia da Covid-19.

“Com alegria e júbilo anunciamos a beatificação da Menina Benigna, martirizada em nossa diocese”, disse o bispo diocesano.

Logotipo oficial

Na ocasião do anúncio da data de beatificação da Mártir Benigna Cardoso, também foi apresentado à imprensa e a toda a diocese, o logotipo oficial que será usado nos preparativos e no dia da celebração. Entenda a escolha de cada elemento e a sua simbologia:

O logotipo oficial da Beatificação de Benigna Cardoso da Silva, virgem e mártir, foi idealizado a partir do formato de uma Cruz, símbolo que evoca a centralidade da fé cristã, o mistério pascal: paixão, morte e ressurreição de Jesus. Desse mistério vive a Igreja pela fé, participando dos sofrimentos e da vitória do Senhor, testemunhando a esperança do Reino e atualizando no mundo a caridade de Cristo.

Na cruz foram inseridos os elementos que evocam a vida e o ambiente de Benigna, aludindo à realidade humana assumida por Cristo. Mediante a participação no seu mistério pascal o ser humano encontra sua dignidade de filho de Deus e herdeiro do Reino dos Céus; nisso, até a natureza “que aguarda a manifestação dos filhos de Deus” (Rm 8,19) é beneficiada pelo mesmo mistério da redenção.

Calcário laminado: É o tipo de rocha predominante em toda a região do município de Santana do Cariri; muito utilizada na edificação das casas de famílias simples do lugar. Faz referência ao lugar geográfico onde viveu a nossa mártir e à própria residência de Benigna. Foi sobre uma mina de calcário laminado que Benigna Cardoso sofreu o martírio banhando-a com o seu sangue, e oferecendo a vida sobre a rocha de sua fé. Foram desenhadas doze pedras no logotipo representando os apóstolos, fundamentos da Igreja, e a fé que eles transmitiram, a qual, acolhida por Benigna, resultou na solidez do seu testemunho de vida.

A palma: Símbolo do martírio. É um símbolo bíblico colocado pelo livro do Apocalipse na mão dos que derramaram seu sangue como Cristo. Os que venceram a grande tribulação e cantam no céu a vitória de Jesus, o Cordeiro imolado e ressuscitado. (Ap 7,14-17)

Os lírios: Símbolo de pureza e santidade. Fazem referência à vida ilibada que ela conservou por causa do Reino de Deus, obtendo no mesmo dia em que entregou sua santa alma a Deus o título de “Heroína da Castidade”, escrito pelo pároco ao lado do seu registro de batismo.

Detalhe vermelho e branco: O detalhe vermelho com bolinhas brancas indica a veste que, profeticamente, Benigna trajava por ocasião do seu martírio. O vermelho lembra o sangue e o branco a santidade de vida. Vestida com os sinais de suas heroicas virtudes ela ofereceu o seu exemplo, imitando a Cristo na vida e na morte.

Rosto adolescente: O desenho do rosto de benigna finaliza o logotipo. Está posto no lugar da cruz onde esteve o Senhor e Mestre a quem ela seguiu no mesmo caminho de calvário, atualizando as palavras de São Paulo: “já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim.” (Gl 2,20) . O rosto vazado lembra que o suplício do martírio cede lugar à ressurreição, à vida definitiva. Escolheu-se a representação em silhueta, sem muitos detalhes, como um convite para que todos, especialmente os adolescentes e jovens, sintam-se, aí, contemplados na medida em que acolham o evangelho e vivam os valores do Reino de Deus, buscando viver como Benigna viveu.

Por Jornalista Mychelle Santos / Assessoria de Comunicação- Diocese do Carto 




quinta-feira, 20 de outubro de 2022

imagens Missa do padre Cicero em 20 de outubro de 2022

Evangelho de hoje Lucas 19:1-7 

 Túmulo do Padre Cicero 

Jesus entrou em Jericó e atravessava a cidade. Havia ali um homem rico chamado Zaqueu, chefe dos publicanos.

3Ele queria ver quem era Jesus, mas, sendo de pequena estatura, não o conseguia, por causa da multidão. Assim, correu adiante e subiu numa figueira brava para vê-lo, pois Jesus ia passar por ali.

5Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e lhe disse: "Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje". Então ele desceu rapidamente e o recebeu com alegria.

7Todo o povo viu isso e começou a se queixar: "Ele se hospedou na casa de um pecador".











Levam-se folhas de chá e flores para benzer e depois a população recolhe para fazer chás 





terça-feira, 18 de outubro de 2022

Beatificação da 1ª beata mártir do Ceará: Benigna. Preferiu morrer a pecar contra a castidade.

A primeira beata mártir do Ceará. 

Benigna Cardoso da Silva, nascida em Santana do Cariri-CE, no dia 15 de outubro de 1928, filha de José Cardoso da Silva e Thereza Maria da Silva, ficou órfã de pai e mãe muito sedo, sendo adotada juntamente com seus irmãos mais velhos pela família "Sisnando Leite", proprietária do Oiti dos Cirineus, no Distrito de Inhumas.

Sua infância foi cercada pela alegria das inocentes brincadeiras com cantigas de roda, bonecas, casinha, piqueniques, passeios etc.., ao lado de suas irmãs de criação Tetê e Irani, as quais ainda vivem, Benigna gostava muito de uma cantiga de roda que dizia mais ou menos assim: " Carneirinho , carneirão, neirão, neirão, olhai pro céu, olhai pro céu, pro céu, pro céu, para ver Nosso Senhor, Senhor, Senhor e todos se ajoelharem..."

Era uma jovem muito simples e cheia de humildade. De estatura média, Benigna era magra de cabelos e olhos castanhos meio ondulados, morena clara, rosto arredondado e queixo afinado. Tinha um leve estrabismo em um dos olhos. Modesta por natureza, tímida e reservada, não usava vestidos sem mangas, curtos nem com decotes. Sua generosidade, carisma e simpatia a fazia querida e cativada por todos.

Em casa desenvolvia bem todas as tarefas domésticas, com o intuito de ajudar sua família adotiva. Era boa filha, sempre obediente e prestativa. Extremamente religiosa e temente a Deus, nutria um grande desejo de fazer a Primeira Eucaristia, e depois desse sonho realizado, seguia à risca os seus mandamentos. Não perdia as missas e fazia penitência nas primeiras sextas-feiras em devoção ao Sagrado Coração de Jesus, sempre na companhia de sua "madrinha Ozinha" e da " Tia Benzinha." Era assídua na participação eucarística. 

Aos 12 anos de idade, já lendo e escrevendo, Benigna começou a ser assediada por um rapaz chamado Raul Alves com proposta de namoro, rejeitadas de forma categórica por ela, que nada queria com ele a esse respeito. Procurou imediatamente o Pe. Cristiano Coêlho, vigário da época, para pedir conselhos sobre o assunto da perseguição de Raul, e este lhe aconselhou a vir estudar em Santana e a presenteou com uma bíblia, que se tornou seu livro de cabeceira, o qual guardava com esmero e carinho. Se encantava com as gravuras e as histórias do antigo e do novo testamento. Ela encontrou apoio na palavra de Deus para resistir às tentações de Raul.

Porém a caminho da escola, se mostrava sempre uma defensora da natureza, não deixando que seus colegas maltratassem as plantinhas e nem tirasse suas flores ou galhos. Na sala de aula era uma aluna exemplar, por demais estudiosa, cuidadosa, pontual e colaboradora. Sempre gostava de ajudar seus colegas para não vê-los punidos com a palmatória ou de joelhos nós caroços de milho, fato que a deixava demasiadamente triste, e as vezes até chorava com os castigos aplicados aos outros.

Depois de várias tentativas sem sucesso, numa tarda fatídica de sexta-feira, dia 24 de outubro de 1941. Sabendo que, Benigna ia pegar água numa cacimba próximo a sua casa, ficou Raul à espreita atrás do Mato, observando-a com o pote na cabeça, com seus recém completados 13 anos. Ao aproximar-se, abordou-a, sexualmente, ela recusou. Ele insistiu tentado violentá-la, ela disse "Não" com veemência e lutou heroicamente para se defender do ato pecaminoso que no seu entender cristão, ofenderia seu corpo. 

Raul, ao perceber que Benigna nada aceitaria com o mesmo, foi tomado por um ódio feroz; sacou de um facão atroz e a golpeou cortando-lhes os dedos das mãos. Ela relutou de forma sobre humana contra seu algoz, preferindo morrer que pecar contra a castidade. Depois disso foi atingida na testa, nas costas e por fim no pescoço, cujo golpe deixou-lhe a cabeça quase decepada. 

Ao vê-la, com o corpo estendido sobre as pedras e o sangue inocente se esvaziando sobre o chão. Raul foge. Sendo o corpo da vítima encontrado logo em seguida já sem vida. Seu corpo foi sepultado na manhã do sábado, no cemitério público de São Miguel, em Santana do Cariri -CE, acompanhado de comoção geral. 

Os requintes de crueldade do bárbaro crime, abalou todo o município. Desde essa data, começaram as visitas ao túmulo e ao local do martírio até o tempo presente. As rogativas feitas a "Santa de Inhumas". Assim como as promessas são geradoras de graças alcançadas por intercessão dessa memorável jovem, que é tida por todos como "Santa e Heroína da Castidade ".

O assassino foi preso, pagou pelo seu crime e, arrependido, voltou ao local 50 anos depois para chorar, elevar preces e pedir perdão a Benigna.

Neste retorno, relatou sua mudança de vida, sua conversão ao cristianismo. Fez penitência para salvar sua alma, e pedindo a interseção de Benigna. Alcançou graças sempre recorrendo à sua inocente vítima, a quem sempre rogava nas horas de aflição.  Segundo ele, seu ato foi de loucura e "ela se mostrou virtuosa , quando resistiu para não pecar e não apenas para ver se escaparia "

Sobre Benigna o Padre Cristiano deixou escrito ao lado de seu Batistério ;" morreu martirizada, às 4 horas da tarde, no dia 24 de outubro do ano de 1941, no sítio Oiti, Heroína da Castidade, que sua Santa alma converta a freguesia e sirva de proteção às crianças e às  famílias da paróquia , são os votos que faço a nossa santinha " 

O processo diocesano foi terminado em 21 de setembro de 2013 e entregado na congregação para as causas dos Santos no dia 7 de Outubro do mesmo ano.

E graças e louvores sejam dadas ao Deus Altíssimo. No dia 24 de Outubro deste ano de 2022, Benigna Cardoso será beatificada se tornando a primeira Beata mártir do Ceará 

Vivas a menina Benigna! 

beata e Heroína da Castidade !

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Crato se prepara para receber fieis para beatificação da Menina Benigna

 Crato se prepara para receber fiéis para               beatificação da Menina Benigna

No próximo dia 24 de outubro, o Crato sedia a celebração da Beatificação da Mártir Benigna, um momento bastante esperado pelos caririenses. O município do Crato, sede da Diocese, deve receber mais 100 mil fieis vindos de diversos locais do Brasil e do mundo.

O prefeito Zé Ailton e o vice-prefeito André Barreto reuniram representantes das instituições classistas da cidade, juntamente com a Diocese, para decidir ações que possibilitem o melhor receptivo aos visitantes.

Horário diferenciado

A sugestão é que o comércio funcione em horário diferenciado e feche antes da celebração para oportunizar que os colaboradores participem do festejo; e que as empresas liberem os funcionários que estarão como voluntários durante o dia 24, mediante declaração da Diocese do Crato.

fonte: site badalo

terça-feira, 11 de outubro de 2022

SANTO PADRE, SOMOS NORDESTINOS! Pe. Manoel Henrique

 SANTO PADRE, SOMOS NORDESTINOS!  assim começa seu texto para o Papa Francisco

Cônego Manoel Henrique da Arquidiocese de Maceió, fez sua grande romaria. Grande defensor e estudioso do servo de Deus Padre Cícero Romão Baptista, tendo vários livros escritos. Leiam que inspiração e defesa do nordestino e servo de Deus, nosso Padim  Padre Cicero ao Santo Padre.

Dom Magnus Bispo da Diocese do Crato , Cônego Manoel Henrique da arquidiocese de Maceió,  acompanhado de Padre Daniel

Santo Padre, somos nordestinos, residindo numa região histórica de nosso País, sob vários aspectos. Vivemos uma grande alegria, com a sua chegada ao Bispado de Roma, revelando-nos um novo tempo na Igreja, que surge da simplicidade, do desprendimento, da pobreza evangélica, que são também valores da nossa gente. Seus passos renovaram nossa caminhada, seu olhar modificou a nossa maneira de ver a Igreja e o Mundo. Aqui no Nordeste, vivemos a fé cristã, seguindo a voz de nossos pastores, congregados em torno de muitas referências de caminhada mui dignas de nossa veneração. Esta semana, com a festa de Nossa Senhora das Dores, aos 15 de setembro, Padroeira da Basílica do Juazeiro, centenas e centenas de romeiros estão presentes, ao lado de Padre Cícero do Juazeiro e da Mãe das Dores, como carinhosamente são acolhidos pelos fiéis.

Santo Padre, quando Padre Cícero faleceu aos 20 de julho de 1934, debaixo de uma grande comoção popular, muitos disseram então que Juazeiro voltaria ao seu passado histórico de pobreza, calma e imobilidade. Não foi verdade e pelo contrário o Juazeiro cresceu muitíssimas vezes, frequentada pelos romeiros, que nunca abandonaram o seu “Padrinho” e sua Mãe. Graças a essa intervenção histórica, a Igreja do Nordeste hoje permanece “católica”, quando em volta o Brasil quase se protestantizou, atraindo, sobretudo, os pobres, os largados da vida.

 Acrescentemos ainda um fato histórico de muita importância nos relatos do “caso Padre Cícero”, que não se podia acolher eclesialmente Padre Cícero. Nenhum padre, inclusive eu, podia sequer citar seu nome publicamente, muito menos admiti-lo como imagem nas igrejas ou fazer alguma procissão ou manifestação litúrgica em favor de Padre Cícero. Este era sempre posto como uma personalidade negativa na Igreja. 

Os padres desdenhavam dos romeiros e se negavam a participar de alguma cerimônia que envolvesse Padre Cícero. Por esse motivo, os romeiros possuíam apenas o Juazeiro como lugar sagrado e centro de suas atenções religiosas. Mesmo sem o apoio dos Bispos do Crato, o Juazeiro abriu-se naturalmente aos romeiros, a exceção de Padre Murilo, que foi seu grande protetor, compreendendo pastoralmente a dimensão religiosa dos romeiros. Mais tarde, uma comunidade religiosa, formada de irmãs agostinianas belgas, contribuiu com seu olhar científico para que esta realidade aparentemente rica e complexa, pudesse manifestar sua atual e real grandeza religiosa e humana.  


Hoje, passados quantos anos, nós temos uma inversão histórica. Antes, Padre Cícero era excluído da comunidade eclesial, excomungado em sua Igreja, mas atualmente, recebe oficial inclusão eclesial, com o seu novo Bispo, Dom Fernando Panico, italiano de nascimento, saudando-o liturgicamente, nas celebrações dentro da própria Igreja-Matriz, que foi historicamente a Igreja de Padre Cícero, apesar de seu pouco tempo de ministério paroquial. 

E nós nos perguntamos sinceramente: quem afinal mudou nessa história? Mudou a Igreja, mudou o povo?  Concluímos com toda certeza que foram os romeiros que emprestaram a sua fé e logo cedo transformaram Padre Cícero em seu “Padrinho”, uma forma carinhosa de chamá-lo discretamente de santo, mesmo sabendo que a Igreja ainda não o conduziu aos altares. Através dos romeiros, a Igreja recebeu uma grande legião de fiéis, vindos e espalhados de toda a parte. 

Os romeiros nunca mudaram, mas a Igreja reconheceu nos romeiros a expressão verdadeira de uma fé simples e peregrina, acolhedora e fraterna, porque romeiro é fraternidade. Seu chão é a Religiosidade Popular, que sustenta e resiste às mudanças, e numa forma dialogante, sabe aninhar-se no seio da hierarquia, quando esta possui o senso pastoral. E juntos celebram e brilhantemente revelam as grandezas de Deus, tão vivas e verdadeiramente residindo entre os pobres de coração.

Segue em paz na caminhada divina.

Texto enviado de Maceió pelo nosso amigo e colaborador Elias Romeiro

assim se despediu...

Ao ver meu Irmão partir...

Meu Amigo Manoel, já dizia frei Leão: " tens um coração do tamanho do mundo" e esse teu coração misericordioso, sem fronteiras o fez adentrar para a eternidade.

Manoel foi meu reitor e meu professor de escritos paulinos na faculdade de teologia. Cresci, vendo-o defender os romeiros e o servo de Deus padre Cícero Romão Baptista. Era um ardoroso defensor. Estudioso da vida do padrinho, escreveu 2 livros em sua defesa:

Do Anátema ao Acolhimento Pastoral – Da Condenação e Exclusão Eclesial do Padre Cícero do Juazeiro à sua Reabilitação Histórica, Maceió, 2008;

Padre Cícero do Juazeiro, Condenação e Exclusão Eclesial à Reabilitação Histórica, Maceió: Edufal, 2009.

Participamos juntos do movimento que resultou no famoso 17 de julho de 1997, a queda do Governo Suruagy.

No dia 20 de agosto telefonei para parabenizá-lo por ter contribuído para que chegássemos naquele grande dia, o do anúncio que o Papa Francisco concedia o título de Servo de Deus ao Padrinho dos pobres do Nordeste brasileiro. Nos emocionamos, pois sabíamos quantas humilhações e quantos sofrimentos passamos, por defender o Santo dos pobres.

Na sexta passada, Jackson nos dava a notícia da hospitalização e diariamente nos passava seu boletim médico com a atualização de seu estado de saúde. 

Ontem, no fim da manhã, recebemos de forma nao oficial que Manoel tinha feito sua romaria eterna, adentrando no Santuário celeste.

Fica a memória de um Padre comprometido com os pobres, com as causas sociais e educacionais das Alagoas.

Vai Manoel, o céu foi teu destino. Como dizia padrinho Nando, seu Amigo. O eterno pároco de Bebedouro e 3° bispo de Palmeira dos Índios: "Você parte ficando e fica partindo..."!

Até o Céu!!!

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Cid Gomes confirma a deputados que havia 'acordo' para que Izolda Cela fosse candidata à reeleição

 O senador Cid reuniu parlamentares aliados para discutir o resultado das urnas e pedir engajamento na campanha de Lula para presidente


O senador Cid Gomes (PDT) disse, em reunião com deputados estaduais e federais da legenda, que havia na cúpula do grupo governista um “acordo” para que a governadora Izolda Cela fosse candidata à reeleição, reunindo todos os partidos da base. O entendimento, disse ele, que não foi cumprido, acabou rachando a base.

A declaração ocorreu na reunião em que o parlamentar reuniu a bancada para fazer uma avaliação do pleito e pedir apoio a Lula no segundo turno nacional. Alguns deputados faltaram ao encontro e isso é muito simbólico para uma reunião convocada pelo ex-governador, apontado como o maior líder da base governista cearense. 

Ainda no encontro desta segunda (10), Cid reforçou que a Eleição 2022 foi a mais “difícil” para ele por conta das discordâncias que se tornaram públicas com o irmão e candidato a presidente, Ciro Gomes, em relação à campanha estadual.

O ex-governador afirmou aos correligionários que não poderia divergir do irmão publicamente. Isso foi o motivo do afastamento dele do processo de definição.  

A reunião, ainda segundo as fontes desta Coluna, ocorreu de maneira tranquila, apesar de os deputados terem colocado visões divergentes sobre os fatos. O entendimento final, entretanto, foi que os desentendimentos acabaram prejudicando a todos, principalmente a chapa majoritária, que teve apenas 14% dos votos no Ceará, ficando em terceiro lugar. 

DIVISÕES CONTINUAM 

 A bancada pedetista eleita é um reflexo do racha na base governista. Parte dela esteve com Roberto Cláudio na disputa. A outra parte se manteve neutra ou apoio Elmano de Freitas (PT).  

E a divisão continua. Tanto que após os apelos do senador para que todos apoiassem a campanha de Lula no Ceará, uma parte dos presentes afirmou que se sentia desconfortável. Eles pediram a Cid mais diálogo sobre o assunto, inclusive com o governador eleito. 

Alguns dos deputados eleitos não compareceram à reunião com o senador. A ausência que mais chamou atenção foi a do presidente estadual do partido, deputado federal André Figueiredo

DIVERGÊNCIAS EM FAMÍLIA

A divergência entre os irmãos se tornou pública após uma entrevista do prefeito de Sobral, Ivo Gomes, a esta coluna, em que o gestor manifestou sua preferência pelo nome de Izolda e afirmou que Cid pensava da mesma forma.

Posteriormente, após a escolha do candidato, Ivo voltou a falar sobre o assunto. Segundo ele, o irmão Ciro e Roberto Cláudio seriam os culpados pelos danos à aliança governista.

Durante a campanha, Ciro declarou que foi "apunhalado" e, por mais de uma vez, falou em "traição".

Já o ex-prefeito de Fortaleza, também a esta coluna, disse desconhecer qualquer acordo.


fonte: Diário do Nordeste 

Escrito por , 

Vaquejada de Juazeiro reuniu mais de 50 mil pessoas nos quatro dias

 Durante os quatro dias, a 44ª Vaquejada de Juazeiro do Norte, no Parque de Eventos Padre Cícero, reuniu mais de 50 mil pessoas. 


O público assistiu as competições de derrubada de bois e participou dos shows durante os últimos dias 6 a 9.

No total, foram R$101 mil reais em prêmios para os competidores. Na categoria Aberta, dividiram o 1º lugar, os vaqueiros Fernando de São Bento e Vinícius Bento.

Na categoria Feminina, o 1º lugar também foi dividido. As ganhadoras foram as Amazonas Maria Vitória e Suely Guedes. E na Aspirante, o 1º lugar foi rachado entre os vaqueiros Davi Rocha, Davi Pichure, Pirulito, Dr. Vinícios, Josenildo Soares e Everton Pinheiro.

O evento é uma realização da Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte - SECULT. Em 2023, a manifestação cultural retornará para a data tradicional, durante o mês de julho.

Fotos: Júnior Silva e Thiago Sousa ascom/pmjn