quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

ANIVERSÁRIO DE MORTE DA BEATA MARIA DE ARAÚJO (107 ANOS)

 ANIVERSÁRIO DE MORTE DA BEATA MARIA DE ARAÚJO (107 ANOS)

Dia 17 de janeiro de 2021 

06h00 – Santa Missa na intenção da alma da Beata Maria de Araújo na Capela do Socorro*
07h00 – Exposição das imagens da Beata Maria de Araújo na praça da Capela do Socorro (Carlos Gomide)
17h00 – Santa Missa na intenção da alma da Beata Maria de Araújo na Capela do Socorro*
18h00 – Terço pela bendita alma da Santa Beata Maria de Araújo no cemitério do Socorro (Movimento pela Reabilitação da Memória da Beata Maria de Araújo)

* Devido a pandemia as atividades religiosas acontecem com número reduzidos de pessoas, os fiéis serão acolhidos, presencialmente, referente 50% da capacidade da Igreja, conforme as orientações da Diocese de Crato. Mas, serão transmitidas as missas, através da TV Web Mãe das Dores Juazeiro, canal no YouTube.

Dia 17 de janeiro de 1914 foi um dia triste no Juazeiro, partia para o plano espiritual Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo. Juazeiro vivia naquele momento o enfrentamento da Guerra de 14, resistindo bravamente aos ataques, a guerra chegou ao seu final em março de 1914, e a morte da Beata Maria de Araújo em plena guerra, foi vista pelo povo romeiro como um sinal dos mistérios de Juazeiro. A santa beata morreu e vencemos a guerra. Como se desse a vida para fortalecer a fé dos romeiros que lutavam no Circulo da Mãe de Deus, pelo Padre Cícero, pela Beata Maria de Araújo e pelo santo Juazeiro. O dia da vitória foi um dia de memória pelos que morreram no combate, e a beata morreu no front e fortaleceu espiritualmente seu povo.
Os devotos e devotas choravam sua morte e gritavam em gesto cívico e espiritual que a santa beata morreu, mas que o Juazeiro sairia vitorioso da sangrenta guerra.
No momento da morte da beata o Padre Cícero disse muito comovido; “Você não pode morrer Maria, você é minha espada forte” a beata partiu e deixou o padre Cícero e Juazeiro muito enternecido.
A beata teve seu sepultamento realizado solenemente, o Padre Cícero construiu seu túmulo na capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
De 1914 até 1930 era um local visitado por romeiras e romeiros que visitavam Juazeiro em devoção a Nossa Senhora Das Dores e para ouvir os aconselhamentos do padrinho Cícero ou até mesmo para aqui buscarem solução para os mais diversos problemas e dificuldades que enfrentavam os nordestinos.
Em 1930 o tumulo da Beata Maria de Araújo foi demolido. O fato histórico foi que a igreja do Socorro precisava ser benta pelo bispo, então, em 22 de outubro de 1930 o vigário do Juazeiro, Monsenhor José Alves de Lima resolveu destruir o túmulo da Beata Maria de Araújo para que capela ficasse pronta para o bispo Dom Quintino benzer.
Lamentamos na atualidade que essa ação aconteceu, mas podemos hoje celebrar de forma cívica e religiosa a memória da Beata Maria de Araújo. Porque o Padre Cícero e a Beata Maria de Araújo são os protagonistas do milagre da hóstia, a razão das romarias, o fundamento do surgimento de Juazeiro do Norte como cidade.
Que possamos celebrar a missa em memória da alma da Beata Maria de Araújo no dia 17 de janeiro de cada ano. Que possamos divulgar para que devotos e devotas possam acompanhar presencialmente ou remotamente.
Um dos atos mais marcantes da religiosidade popular de Juazeiro do Norte é a tradicional missa do dia 20 de cada mês em intenção da alma do Padre Cícero Romão Batista. Essa celebração mensal acontece porque foi um pedido do Padre Cícero em testamento. Como a Beata Maria de Araújo não deixou testamento, não sabemos se era sua intenção uma missa mensal, mas pela sua fidelidade a igreja e obediência ao seu guia espiritual o Padre Cícero, ela merece uma celebração pelo menos a cada aniversário de morte.
Os devotos e devotas também celebram um terço no local onde era o seu túmulo na capela do Socorro no dia 17 de janeiro as 17h, e oferecem a bendita alma da Santa Beata Maria de Araújo. O silêncio secular que se fez, vai sendo quebrado pelo barulho da fé no coração de Juazeiro do Norte, a Santa Beata Maria de Araújo e o Santo Padre Cícero Romão Batista são santificados na aclamação do povo romeiro, desde sempre, desde que o corpo de Cristo se fez presente no sertão nordestino.

texto redigido na pagina do facebook de JOSÈ ANDRÈ DE ANDRADE




terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Repostando os 80 anos de Monsenhor José Alves de Oliveira por Daniel Walker

 Gratidão pelos seus feitos e exemplo de fé. Colheu e deixa muitos frutos na nossa comunidade 

OS 80 ANOS DE MONSENHOR JOSÉ ALVES DE OLIVEIRA


Hoje a comunidade juazeirense celebra festivamente a passagem dos 80 anos de nascimento de Monsenhor José Alves de Oliveira.  Ele nasceu no Sítio Tapera, Distrito de Quitaiús de Lavras da Mangabeira, mas foi aqui, em Juazeiro do Norte, que ele desempenhou a maior parte do seu ministério sacerdotal, tendo se notabilizado como sacerdote virtuoso, íntegro, amigo de todos e dedicado seguidor de Jesus Cristo.
O nosso homenageado sem dúvida reúne numa só pessoa muitos predicados que ornamentam a sua destacável personalidade. Acredito que cada um do seu vasto ciclo de amizade tem seu motivo para exaltá-lo e ele tem virtudes suficientes para contemplar a todos. 
Mas, para mim em especial, gostaria de destacar a que considero marcante em sua personalidade: o desprendimento em servir, não importa onde, quando, nem por quê. 
Posso servir como testemunha presencial em seu favor, salientando que ele nunca se negou em atender às solicitações que lhe são dirigidas. Em dias inadequados por gerar conflito em sua agenda; em horários inconvenientes, porque colide com seu horário de repouso; em locais de difícil acesso porque dificulta a sua locomoção, hoje um tanto quanto restrita; nada disso, meus amigos, é motivo para ele apresentar uma desculpa convincente e se livrar do convite sempre formulado com tanta esperança de acolhimento. 
Ele, na sua fortaleza inabalável e no seu afã incontido de servir ao próximo e de levar a todos a palavra de Deus, atende com solicitude e prazer o pedido para celebrar uma missa em ação de graças; benzer um lar; fazer a renovação; providenciar a unção dos enfermos ou até mesmo, apenas para dar o conforto espiritual da sua presença de pastor e de amigo, sendo que esta é, invariavelmente, o melhor remédio para apaziguar as aflições das pessoas desesperadas na luta insana pela procura de um porto seguro para aliviar seus sofrimentos, estancar a dor por uma ferida da alma que persiste em ficar ou por algum caso de desamparo e de solidão em que uma palavra amiga é sempre o melhor conforto.  E é justamente nesses momentos que Monsenhor José Alves se faz presente tal qual um raio de luz para iluminar o evento ou um lenitivo para aliviar a dor do solicitante esperançoso.
É isto, meus amigos, o que mais admiro no Monsenhor José Alves que conheço como paroquiano ainda do tempo em que ele era o administrador da Capela do Socorro, no bairro onde residi por muitos anos, e do tempo em que éramos professores da antiga Escola Normal depois Centro Educacional Professor Moreira de Sousa. 
Quem me conhece, sabe perfeitamente que procuro sempre ser coerente nos meus julgamentos e jamais exercito a prática fácil da bajulação para agradar alguém ou conseguir favores. 
Por isso, aqui, hoje, neste momento, ao dirigir minha atenção ao meu amigo aniversariante Monsenhor José Alves de Oliveira, na passagem dos seus 80 anos de existência,  o faço com muito prazer e convicto de que me exprimo através de um julgamento coerente e despojado de louvação barata, porque estou apenas projetando para todos aqui presentes uma verdade indiscutível, capaz de ser partilhada, comprovada e endossada por todos que me conhecem e o conhecem. 
Então, justiça seja feita: Monsenhor José Alves, tudo o que disse aqui sobre o senhor é a expressão da mais pura verdade, juramentada sob a presença de Deus, aqui manifestada na pessoa do patrono da sua paróquia, e a quem peço que lhe proteja e lhe premie com muitos mais anos de vida. 
Sua missão ainda não terminou. Esta certamente é a vontade de Deus. 
Parabéns, amigo! 
Juazeiro do Norte, 21 de dezembro de 2015
Daniel Walker - Editor




segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Aos pés do Padim recebe nossas orações e agradecimentos Monsenhor José Alves







 

O Gosto de Jesus - Gratidão de Tereza Neuma e Daniel Walker a Monsenhor Jose Alves

 

O GOSTO DE JESUS




Gratidão ao Mons. José Alves de Oliveira por um gesto que ele fez, naturalmente tocado pelo Espírito Santo, a mim e a Daniel. Estávamos passando por um momento de tribulação, minha sogra, dona Maria Almeida, estava muito doente, fraca, sem se alimentar, sentindo muitas dores. E Daniel, em um momento de desespero, vendo sua mãe sofrendo muito, então me disse: "Neuma, não vou mais rezar, não vou mais pra missa. Mamãe, uma pessoa tão boa, que reza tanto, que já perdeu 4 filhos e se conformou, sofrendo desse jeito, Deus não está escutando as nossas orações! "Essa conversa aconteceu dentro do carro, não respondi nada. Fiquei calada, para que ele desabasse. E muito abalada com a doença de dona Maria, a depressão me abateu, e não estava dirigindo. Alguns dias depois, pedi para que ele me levasse até ao Mosteiro de Nossa Senhora da Vitória.

O relato é feito por meu irmão Antonio Luiz Macedo, membro do Recanto das Letras, leiam o que ele, escreveu, é muito emocionante:

O "GOSTO" DE JESUS"

Ela tinha noventa e seis anos de idade. Perdera quatro filhos, e o marido a quem amava desmesuradamente. Setenta e dois anos de uma vida conjugal exemplar, testemunhada no reflexo da educação dos filhos.

Pouco a pouco foi definhando após a morte do seu amado, Daniel e Neuma filho e nora) tomaram sobre si toda a responsabilidade assistencial necessária para a sua recuperação. Os sofrimentos ocasionados pela enfermidade agravavam-se dia após dia. Os médicos utilizavam todos os recursos indispensáveis... A melhora não acontecia.

São Paulo nos ensina: “Quando eu sou fraco, então é que sou forte.” A fortaleza que se instalou durante todo esse período de angústia e incerteza no coração de Daniel, diluiu-se, e ele caiu. A revolta apoderou-se de sua alma. A humanidade falou mais alto. O homem forte tornou-se fraco. E num diálogo franco e aberto com a sua esposa, revelou a sua decepção com Deus e a tomada de decisão: “Neuma, você reza tanto, faz novenas, vive com o terço na mão... Quero comunicar que a partir de hoje não vou mais à missa.” O silêncio tornou-se o interlocutor entre os dois. A decisão havia sido tomada de maneira irreversível. Para Neuma sobraram apenas lágrimas, diante do coração ferido e magoado do esposo. Respeitou-o nesse momento de dor. O que restava? Rezar, rezar, rezar. Joelhos no chão e olhos no céu, ela clamava ao Senhor para que tocasse o coração de Daniel. Lágrimas de súplicas de uma alma angustiada e sofrida, jamais voltam sem resposta do trono de Deus.

Em um desses dias Neuma sentiu um “toque revelador.” Algo a impulsionava para que fosse até o Mosteiro de Nossa Senhora da Vitória. Convidou Daniel, e apesar do tempo exíguo, acompanhou-a. Recebidos com alegria e carinho pela madre Aparecida, foram comunicados que Monsenhor José Alves de Lima celebraria a Eucaristia pelas suas ‘Bodas de Rubi, bem como pela recuperação de dona Maria.

A celebração é iniciada. O casal emociona-se. A boa vontade do monsenhor – cadeirante há alguns anos – os faz refletir sobre a força do Altíssimo. Durante todo o tempo mantém-se na cadeira de rodas. No momento da Consagração, o pão e o vinho são transubstanciados na carne e no sangue de Jesus – trata-se do mistério da nossa fé. Ao chegar o instante da Comunhão, aproximam-se do banquete Eucarístico. Ao receber Jesus na hóstia consagrada, monsenhor José fixa os olhos em Daniel e diz: “Permaneça aqui.” Em seguida tomou o cálice: “Daniel, tome o sangue de Jesus, e deixe um pouco para Neuma.” Assim se fez. Ao terminar a missa, Daniel ouviu a indagação de sua esposa: “O que você achou disso tudo?”

Algo de excepcional, inexplicável, acontecera. “Neuma, aquele vinho não tinha gosto de vinho. Seu gosto era intraduzível. E nunca havia sentido uma paz tão grande. A revolta que trouxera no coração, dissipara-se; seu semblante irradiava algo diferente; sua atitude transmudara-se em gestos de acolhimento e amor. Olhando fixamente nos olhos da amada, agora com o coração curado e cuidado pelo sangue de Jesus, completou: “Quero dizer a você que - todos os sábados às quatro horas da tarde -  iremos à missa juntos.”

Quando uma esposa “derrama a sua alma na presença do Senhor”, a resposta vem imediatamente. Revelando a sua fragilidade e sua pequenez, Daniel apenas abriu o seu coração à graça divina. E aquele sangue o revestiu de uma fortaleza intraduzível, como intraduzível é o “gostinho de Jesus”.

Dois dias após, dona Maria, vencida pela enfermidade e pela dor, partiu para os braços do Pai, ao encontro dos entes amados que a precederam.

ALMacêdo
10/04/2012
texto publicado em https://vivendadoamor.blogspot.com/2020/12/o-gosto-de-jesus.html

Diocese publica Informações sobre o velório e sepultamento do Monsenhor José Alves de Oliveira

imagem site Diocese do Crato 

 

Nota  de Dom Gilberto Pastana de Oliveira - Bispo da Diocese do Crato 

Às 22h20 deste domingo, dia 10 de janeiro, Monsenhor José Alves de Oliveira faleceu, aos 85 anos, vítima de insuficiência respiratória aguda. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) deste o dia 7 de dezembro. O funeral será na Capela de São Pedro Apostolo, no bairro Tiradentes, em Juazeiro do Norte, até as 16h desta segunda (11); depois o corpo será transladado até a Capela do Socorro e Basílica Santuário, no centro da cidade. Às 17h30, chega ao bairro Novo Juazeiro, onde será velado até a terça (12). A missa com exéquias será às 9h, seguida de sepultamento, na Igreja Matriz do Menino Jesus de Praga. A página da Diocese de Crato fará a retransmissão via Facebook. Todos os protocolos de biossegurança, como uso de máscara de proteção facial, álcool em gel e distanciamento social devem ser mantidos. A paróquia também recomenda não ultrapassar o cordão de isolamento, onde se encontra o corpo do Monsenhor.

imagem: Augusto Barros 


Por meio de nota, o bispo diocesano Dom Gilberto Pastana expressou suas sentidas condolências ao mesmo tempo em que agradeceu a Deus “pelos frutos e pelo bem que este nosso querido irmão fez ao serviço da Igreja de Crato”. Leia na íntegra.


Nota de pesar pelo falecimento do Monsenhor José Alves de Oliveira

Neste domingo, dia 10 de janeiro, quando celebramos a Festa do Batismo do Senhor associada à nossa páscoa semanal, recebemos a notícia do falecimento do querido Monsenhor José Alves de Oliveira. As palavras que rezamos na Oração Eucarística II indicam-nos a centralidade da nossa fé e há de nos consolar neste momento de tristeza: “Concedei-lhe que, tendo participado da morte de Cristo pelo Batismo, participe, igualmente, da Sua Ressurreição”.

Monsenhor José era um dos padres mais idosos de nosso clero. Foi vitimado por uma insuficiência respiratória aguda, após um mês de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Natural de Lavras da Mangabeira tinha 85 anos, dos quais 58 foram dedicados ao sacerdócio.

Mesmo aposentado de suas funções paroquiais e com limitações, em decorrência da idade e da saúde fragilizada, não deixou de ser presença espiritual e fraterna na vida de quantos lhe chegavam e continuou celebrando os santos mistérios na Igreja Matriz do Menino Jesus de Praga, em Juazeiro do Norte, da qual foi pároco entre os anos de 1990 a 2012, além de assistir pastoralmente a Comunidade São Pedro, Apóstolo, no bairro Tiradentes, nas proximidades de sua casa. Agradecemos a Deus pelos frutos e pelo bem que este nosso querido irmão fez ao serviço da Igreja de Crato.

Nesta hora de tristeza, mas também de esperança no Ressuscitado, enviamos nossa solidariedade à família, aos filhos espirituais, aos amigos e aos paroquianos do Menino Jesus de Praga.

Confiamos a Deus a alma do Monsenhor José, por intercessão de Nossa Senhora da Penha, rainha e padroeira desta diocese, para que o receba entre os santos do Céu.

Em Cristo,

Dom Gilberto Pastana de Oliveira

Bispo diocesano de Crato

Nota de Condolências pelo falecimento do Monsenhor José Alves

Categoria: Basílica

11/01/2021 Por: Assessoria de Comunicação


A Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores manifesta pesar pelo falecimento do Monsenhor José Alves de Oliveira, ocorrido neste domingo, dia 10 de janeiro, quando celebramos a Festa do Batismo do Senhor. Ele tinha 85 anos, dos quais 58 foram dedicados à evangelização através do ministério sacerdotal. Nesta paróquia, foi vigário paroquial por 16 anos (1972-1988), auxiliando o Monsenhor Murilo de Sá Barreto nas atividades pastorais.

Suas pregações, formações e presença fraterna estarão sempre vivas em nossa memória, como também a sua força e a sua determinação espiritual. Combateu o bom combate e guardou a fé, devendo receber agora a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, reservou para todos os que tiverem esperado com amor a sua Aparição, parafraseando o apóstolo São Paulo, em sua segunda carta a Timóteo (2 Tm 4,8).

À comunidade paroquial Menino Jesus de Praga, aos membros da Comunidade São Pedro, onde o monsenhor residia, aos familiares e aos amigos, nossas orações e solidariedade.

 

Fraternalmente,

 

Pe. Cícero José da Silva

Reitor da Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores

E Comunidade Sacerdotal 

Caríssimos irmãos e irmãs.
A vida é uma dádiva que Deus nos concede como sinal concreto de seu infinito amor. É graça e mistério insondável que somente em Jesus Cristo adquire sentindo pleno. A nossa peregrinação neste mundo, tão fugaz como o crepitar de uma chama, é um constante configurar-se ao mistério da morte e ressurreição do Senhor que nos convida constantemente à bem aventurança eterna. O segredo da morte, diz Santo Afonso Maria de Logório, está no seu temor a Deus: Timenti Dominum bene erit in extremis - Aquele que teme o Senhor será feliz no fim. (Eclo 1, 13).
Marcados pela tristeza, mas com o coração cheio de esperança, recebemos a notícia da Páscoa definitiva do nosso querido Monsenhor José Alves. Asseguro neste momento de dor e provação a comunhão de oração em pleno retiro, confiantes na misericórdia de Deus e em sua fortaleza. Em tempos tão difíceis como este em que vivemos, marcado por tantos dissabores e sofrimentos, tenhamos a certeza de que Deus caminha conosco nos dando um alento de esperança e luz!
"Requiescat in pace!" Que o bom Deus o acolha na luz de sua face e lhe conceda no dia ressurreição a plenitude da vida.
Aos familiares, amigos do Monsenhor José Alves, minhas orações e abraço afetuoso!
Frei Raimundo Ferreira de Matos, OFMCap
Pároco da Paróquia São Francisco das Chagas

entre outras notas.

domingo, 10 de janeiro de 2021

Falece em Juazeiro o Monsenhor José Alves

 Após vários dias internado, desde 7 de dezembro do ano passado,  na UTI do Hospital da Unimed , o Monsenhor José Alves da Diocese do Crato da Paróquia Menino Jesus de Praga no bairro do Juazeiro se despede de nós.

Segundo orientações do site da Diocese do Crato , aguardamos novas informações sobre velório.
Monsenhor José é natural de Lavras da Mangabeira-CE. Ele foi ordenado sacerdote por Dom Vicente Matos, no dia 30 de setembro de 1962. Em Juazeiro do Norte, foi vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora das Dores e capelão da Capela do Socorro, em Juazeiro do Norte, entre os anos de 1972 a 1988.

É o eixo propulsor da comunidade paroquial Menino Jesus de Praga, da qual foi pároco durante os anos de 1990 a 2012.
Mesmo aposentado de suas funções paroquiais e com limitações, em decorrência da idade e da saúde debilitada, fazia questão de rezar missa às terças, quintas e sábados às sete horas noite; e aos domingos, durante a manhã, na Igreja Matriz do Menino Jesus, além de prestar assistência pastoral à comunidade de São Pedro, Apóstolo, no bairro Tiradentes, onde reside.
Ao longo de sua trajetória, também marcou a vida de muitas gerações com suas pregações, formações, presença fraterna ou mesmo com sua amizade, tornando-se pai espiritual para quantos o procuravam.

Fica o exemplo do bom pastor na sua simplicidade e carisma.













O portal de Juazeiro expressa seus sentimentos pela perda do nosso conhecido e amigo da família juazeirense. Segue em Paz Monsenhor José Alves.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Processo de implantação do Curso de Medicina da URCA avança e é destaque em audiência pública

 Processo de implantação do Curso de Medicina da URCA avança e é destaque em audiência pública

Em Audiência Pública da Câmara Municipal do Crato, que ocorreu de forma virtual, na manhã desta sexta-feira, 18, o primeiro ato público diante dos debates relacionados à criação do Curso de Medicina da Universidade Regional do Cariri (URCA), foram apontados avanços. O curso entrou na fase de criação e está tramitando nas instâncias necessárias, como os conselhos da URCA, Consuni e CEPE, para seguir o processo legal de implantação.

O debate sobre o curso de Medicina da URCA, um sonho que vem sendo debatido há algumas décadas em Crato, passará a ser uma realidade a partir do próximo ano. Com todos os processos seguindo os encaminhamentos previstos, o primeiro vestibular da instituição passa a ocorrer com a partir de Junho de 2021, iniciado com a primeira turma no segundo semestre.

A audiência foi realizada por meio requerimento do vereador Amadeu Freitas (PT), e contou com a presença do Prefeito do Crato, José Ailton Brasil, o Reitor em Exercício da URCA, Carlos Kleber de Oliveira, o Reitor Francisco do O’ de Lima Júnior, o ex-Reitor Patrício Melo, além de da Chefia de Gabinete, com o Professor Edmar Pinheiro, Pró-Reitores, componentes do corpo docente, da Comissão Especial de Criação do Curso, servidores e vereadores do Município do Crato.

O Reitor Lima Júnior relatou todos os levantamentos que foram feitos, do ponto de vista técnico, para serem apresentados junto ao Governo do Estado, demonstrando com isso a necessidade e viabilidade do curso para a formação de novos profissionais da área médica. Atualmente, segundo ele, o Ceará é o 4º Estado em número de cursos da área médica no Nordeste. São oito faculdades de Medicina no Estado, sendo 4 particulares e 4 públicas. No Cariri, estão dois dos cursos, sendo um público e outro privado.

O Crato será sede do curso que iniciará referenciado na formação voltada à atenção básica de saúde, com a construção de um centro médico de atendimento em terreno ao lado do Seminário São José, local proposto para sediar o novo curso da URCA.

No último mês de setembro, a Comissão Especial, formada em sua grande parte por docentes da URCA, presidida pelo Professor Dr Galberto Martins, e o Reitor, Vice-Reitor, o coordenador da Fundação Osvaldo Cruz no Ceará (Fiocruz), Carlile Lavor, Professor dr. Galberto Martins, o Professor e Médico, Marcos Cunha,da Universidade Federal do Cariri (UFCA), o Professor dr. Francisco Cunha, entre outros docentes, estiveram realizando visita técnica às instalações do prédio do Seminário. O local foi a primeira instituição de ensino superior do Estado.

O vereador Fernando Brasil, que esteve presidindo a sessão, destacou a luta realizada com o envolvimento das instituições, principalmente e URCA, Prefeitura Municipal e Governo do Estado, além de todas as entidades envolvidas, na busca de concretizar um antigo sonho para o Crato e o Cariri.

O autor do requerimento, Vereador Amadeu Freitas, afirma que a criação de um curso de Medicina agrega muito à universidade, além de trazer suprir uma estratégia pensada, além do seu caráter público, de saúde pública, com formação para a saúde coletiva. “Isso agrega para atrair à região estudantes das mais diversas modalidades. A URCA cresce e se valoriza”, afirma. Para Amadeu, esse novo curso também virá para romper um elitismo de um curso de medicina para a região. Segundo ele, é importante que o legislativo se aproprie para fortalecer essa luta.

O Prefeito José Ailton Brasil parabenizou por todo o trabalho desenvolvido até o momento, destacando o projeto como arrojado, pé no chão, além de muito técnico. Ele destacou a seriedade e disse agora aguardar a aula inaugural, que será um grande momento de alegria e festa para o Crato e região. “O curso é um grande passo para o Crato, uma das maiores conquistas para a cidade, graças ao Governador Camilo Santana”, afirma.

Qualidade dos cursos da URCA

O Reitor em Exercício, Carlos Kleber de Oliveira, destacou a iniciativa de compartilhar através do legislativo esse momento com a sociedade. Ele ressaltou a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação da URCA. “Dos 26 cursos de mestrado existentes no interior do Estado, 13 são ofertados pela Instituição, além de quatro cursos de doutorado”, disse ele.

Para o Reitor em Exercício, esse é um grande projeto, que está atrelado ao atendimento na área da atenção básica voltado à população, para quem mais precisa no Município do Crato. “É crucial para a melhoria da vida das pessoas, inclusive desafogando os atendimentos de maior complexidade”, explica.

Ele destacou a articulação, com envolvimento dos atores principalmente de grandes pesquisadores vinculados ao doutorado de Química Biológica da URCA, trazendo os cursos que mais se aproximam da formação de Medicina, como os da área da Enfermagem, além das Pró-Reitorias de Ensino de Graduação e a de Assistência Estudantil, e a articulação com a Universidade Federal do Cariri (UFCA), através de articulação com a URCA. Professor Carlos Kleber ainda destacou a atuação do Governador do Estado, Camilo Santana, além do Prefeito do Crato, José Ailton Brasil, em prol de um projeto grandioso, que irá levar a URCA a um novo patamar.

fonte: site da URCA em 18 de dezembro de 2020